terça-feira, 3 de maio de 2011

Curso em SP ensina como tratar bem o público gay

Visto no G1

O professor e artista plástico Vitor Mizael Rubinatti Dias, de 29 anos, disse que já foi mal atendido em um bar de São Paulo quando estava acompanhado de seu namorado na época. Precisou ir à Justiça para cobrar uma explicação. O ano era 2003 e o garçom, na versão de Dias, disse que ali “não era lugar de gay” e os dois deveriam se retirar. Para evitar situações como essa e de olho na multidão que estará na cidade durante a Parada do Orgulho LGBT, marcada para junho, um curso vai ensinar prestadores de serviço a lidar com o público homossexual. A ideia é tratá-los de forma gentil.

A iniciativa do programa "Bem Receber" é do São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB) e da Associação Brasileira de Turismo para Gays (ABRAT-GLS), que atuam em parceria com a Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (CADS) e de entidades do setor hoteleiro. Pela primeira vez em três anos de existência, o curso, que tem duração de um dia, será aberto ao público em geral e não somente aos associados ao SPCVB. As inscrições podem ser feitas no site da entidade até quarta-feira (4).

Essa é a primeira turma do ano e a ideia é que as palestras se repitam mensalmente até o fim de 2011. O custo é de R$ 80. “Falta um treinamento dos estabelecimentos para tentar receber bem o público, um treinamento para a diversidade. É importante nosso setor de comércio, de serviços estar preparado para tratar as pessoas com respeito e sem discriminação. Isso é o principal”, afirmou Vitor Dias.

O bar de onde o professor foi convidado a se retirar fica perto da Avenida Paulista. “Eu e meu namorado estávamos sentados lado a lado, sem nenhuma demonstração de afeto. O garçom alegou que os clientes estavam incomodados, mas perguntamos para eles e disseram que não estavam. Nunca mais voltei ali”, lembrou Dias. Ao relatar o caso a um policial militar que estava próximo, contou que o PM reiterou a atitude do garçom. “Foi constrangedor.” O processo judicial terminou em uma advertência ao bar.

“A proposta é fazer um intensivo para mostrar que São Paulo tem a preocupação em receber todos de braços abertos”, disse Toni Sando, diretor-superintendente do São Paulo Convention & Visitors Bureau.

Fim do preconceito


Mais do que gentileza, a capacitação, que, na verdade é uma palestra, pode mudar opiniões e evitar constrangimentos. Foi o que aconteceu com Alice Araújo, de 27 anos. “Meu preconceito acabou depois que fiz esse curso há dois anos. Eu tinha um certo preconceito com o público gay, não sabia lidar com eles, não gostava. Agora, entendo o lado deles”, contou Alice, supervisora de atendimento de uma empresa que recebe turistas no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

O trabalho já a colocou em algumas saias justas. “Teve uma vez que tínhamos duas mulheres na planilha de atendimento. No desembarque, acabou chegando um casal. Eu perguntei: ‘a senhora Flávia não vem?’ E o homem respondeu: ‘sou eu’. Foi uma saia justa porque ele estava vestido de homem”, relatou Alice, hoje rindo da história.

Dicas
Almir Nascimento, presidente da ABRAT - GLS, defende que essa capacitação atinja diversos tipos de profissional. “A ideia é que a gente fidelize o turista, que ele não venha só na semana da Parada, mas o ano todo.” Para isso, o treinamento deve atingir “todos os níveis” de uma empresa, indo desde o diretor ao manobrista.

“Se um travesti chega ao hotel, como ele gosta de ser chamado? De senhor? Senhora? Para que banheiro direcionar? São coisas básicas, mas que para o cliente são extremamente importantes”, afirmou Nascimento. E ele esclarece: “você chama a pessoa de acordo com o gênero que ela se apresenta”.

Toni Sando, do São Paulo Convention & Visitors Bureau, ressaltou que o público homossexual “tem alto poder de consumo” e costuma ser bastante exigente. Para ele, fazer com que essa gente disposta a gastar passe mais dias na cidade é uma oportunidade também de fechar negócios e oferecer novos pacotes turísticos. Estimativas da entidade dão conta que a parada gay gera cerca de R$ 200 milhões de renda para o município.

A executiva Beatriz Cullen trabalha com hospitalidade. Por isso, resolveu se inscrever nessa primeira turma de 2011 do programa “Bem Receber”. “Eu desconheço como eles (os homossexuais) se comportam, como gostam de ser tratados. Quero criar um relacionamento a partir das preferências deles. Busco abrir meus horizontes”, disse Beatriz, que é diretora do Instituto Brasileiro de Hospitalidade Empresarial e oferece consultoria sobre o assunto.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Modelos Brasileiros arrazam em novas campanhas!

FONTE: A CAPA
E os modelos brasileiros continuam bombando nas campanhas internacionais. Principalmente quando os produtos exigem revelar o corpo dos gatos. Agora é a vez do paraibano Carlos Freire (foto) exibir seus dotes na campanha da marca portuguesa Impetus. 
A marca é especializada em underwear e exporta para vários países da Europa e também China, Canadá e México. Como você pode conferir nas imagens, a Impetus aposta em cuecas bem abusadas. As fotos são de Andre Brito. 
Já Diego Miguel e Mihaly Martins estrelam a campanha de primavera/verão 2011 da Calzedonia Uomo ao lado do grego Alex Papas. O moços exibem as sungas e shorts da marca italiana a bordo de um barco.

A campanha foi clicada pelo fotógrafo californiano Dean Isidro. Confira imagens dos tops nacionais em ação no álbum. Para começar a semana bem!









David Cameron 1º ministro britânico é homofóbico e quer proibir beijo gay na tv!

FONTE: A CAPA



Enquanto no Brasil ainda se discute se o beijo gay deve ou não ser exibido na televisão,na Inglaterra a história é outra: o primeiro-ministro, David Cameron, manifestou o desejo de proibir cenas explícitas de amor entre dois homens ou mulheres em pleno horário nobre.
De acordo com o jornal "The Sun", Cameron defendeu essa proibição, argumentando que o beijo gay não é indicado para o público antes das 21h. Em breve, o governo, a pedido do primeiro-ministro, deve divulgar uma classificação indicativa para o horário.
A atriz Brooke Vincent, que interpreta uma lésbica na novela "Coronation Street", condenou em seu Twitter a atitude do primeiro-ministro, acusando-o de ser contra a igualdade. "Acho que, se beijos gays são o que ele [Cameron] está priorizando e se concentrando em mudar, nosso país está com problemas", escreveu Vincent.
O primeiro beijo entre duas mulheres na TV britânica foi exibido em 1994, na novela "Brookside". Na foto, você vê um beijo entre Christian Clarke (John Partridge) e Syed Masood (Marc Elliott) em "EastEnders", que mostrará em breve o casamento entre os personagens.

Primeiro-ministro britânico quer proibir beijo gay na TV


União homoafetiva entra na pauta do Plenário do STF do próximo dia 4 de maio


Visto no site do STF 

Dois processos envolvendo a união de pessoas do mesmo sexo foram incluídos na pauta de julgamentos do Plenário do Supremo Tribunal Federal da próxima semana. Na quarta-feira, 4 de maio, os ministros deverão analisar, sobre a união homoafetiva, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, ambas de relatoria do ministro Ayres Britto.

ADI 4277

A ADI 4277, ajuizada pela Procuradoria-Geral da República, foi protocolada inicialmente como ADPF 178. A ação objetiva a declaração de reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Pede, também, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis sejam estendidos aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.

A PGR defende a tese de que “se deve extrair diretamente da Constituição de 1988, notadamente dos princípios da dignidade da pessoa humana (artigo 1º, inciso III), da igualdade (artigo 5º, caput), da vedação de discriminações odiosas (artigo 3º, inciso IV), da liberdade (artigo 5º, caput) e da proteção à segurança jurídica, a obrigatoriedade do reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar”.

ADPF 132

Na ADPF 132, o governo do Estado do Rio de Janeiro (RJ) alega que o não reconhecimento da união homoafetiva contraria preceitos fundamentais como igualdade, liberdade (da qual decorre a autonomia da vontade) e o princípio da dignidade da pessoa humana, todos da Constituição Federal.

A ação pede que o STF aplique o regime jurídico das uniões estáveis, previsto no artigo 1.723 do Código Civil, às uniões homoafetivas de funcionários públicos civis do Rio de Janeiro. E que os mesmos direitos dados a casais heterossexuais sejam dados aos casais homossexuais em relação a dispositivos do Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado do Rio de Janeiro, que tratam sobre concessão de licença, previdência e assistência (incisos II e V do artigo 19 e artigo 33 do Decreto-Lei 220/75).

Senado poderá estender direito a licença a casais do mesmo sexo

Por Silvia Gomide para a Agência Senado

O senador Wilson Santiago (PMDB-PB) foi designado pelo presidente do Senado, José Sarney, relator de proposta de ato da Mesa determinando que servidores do Senado em união com pessoas do mesmo sexo tenham direito à chamada licença-gala, concedida a servidores que se casam.

O ato, proposto pela vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), pretende estender a servidores que façam parte de casais do mesmo sexo um direito já concedido aos casais heterossexuais.

Caso a medida seja aprovada pelos membros da Mesa, passará a valer imediatamente, uma vez que se trata de uma decisão administrativa interna, não precisando ser votada por comissões ou pelo Plenário. Não há data agendada para nova reunião da Mesa.

De acordo com a Lei 8.112/90, servidores públicos têm direito a oito dias de licença quando se casam. Para empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a chamada licença-gala é de três dias.

Marta Suplicy apresentou a proposta de ato normativo após ter conhecimento de que uma servidora do Senado requereu junto ao setor administrativo o direito a essa licença.Marta apoiou o processo, que aguarda exame do setor jurídico do Senado, mas decidiu que a Casa precisa de uma normatização mais abrangente sobre o assunto e, por isso, apresentou a proposta de ato.

A senadora considera que os servidores que mantêm união com pessoa do mesmo sexo merecem direitos iguais aos dos demais servidores da Casa.

Criminalização da homofobia

Marta Suplicy também negocia com outros parlamentares as modificações que deverá apresentar ao texto do projeto de lei da Câmara que torna crime a discriminação por orientação sexual e contra idosos e deficientes (PLC 122/06). Marta é a relatora do projeto na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, onde a matéria aguarda votação.

A senadora deseja chegar a um texto que possa ser aprovado por unanimidade na Comissão de Direitos Humanos (CDH), de forma que a matéria encontre menos resistência na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde será examinado caso seja aprovado na CDH.

Se aprovado na CCJ, o projeto vai ao Plenário e, se o Senado for favorável, a matéria volta à Câmara dos Deputados, uma vez que o projeto foi modificado pelos senadores.