sexta-feira, 29 de abril de 2011

Beijaço gay na UFMG em protesto a recentes preconceitos!

FONTE: G1

Um ato contra a homofobia reuniu cerca de 150 pessoas, nesta quarta-feira (27), em frente ao gramado da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no campus Pampulha, em Belo Horizonte. Com a proposta de darem um ‘Beijaço Gay’, expressão que batizou o evento, universitários e simpatizantes da luta pela diversidade sexual marcaram um ponto de encontro pela internet. Alguns casais homossexuais cumpriram o combinado e deram beijos em protesto contra o preconceito.

“Acho legal, para mostrar que não tem diferenças”, falou Isabela, de 23 anos. Ela e a namorada Marcela, 30 anos, não estudam no campus, mas compareceram. Disseram que não sofrem preconceito entre familiares e amigos, mas uma delas já foi reprimida ao beijar dentro de um shopping. “Um segurança pegou no meu braço e disse que aquilo não era coisa para fazer em um ambiente familiar”, lembrou Marcela.

Na concentração, os idealizadores falaram sobre a intenção do ato simbólico promovido após uma denúncia recente de agressão contra homossexuais dentro do campus. “A gente espera que seja um incentivo para quem ainda tem vergonha de se beijar em público”, falou Isadora Lima, de 21 anos, que estuda psicologia na UFMG. Vindo de outra faculdade de Belo Horizonte, Pedro Queiroz, 21, participa de discussões do Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds) e ajudou a criar o movimento. Perguntado sobre o impacto que o ‘Beijaço Gay’ poderia causar, respondeu que é importante tratar com mais naturalidade a homossexualidade. “Choca, mas isso vem do fato de que é alguma coisa que as pessoas não querem ver, mas existe”, falou.
O bancário Marcos, 40 anos, e o mestrando Gilberto, 23 anos, namoram há três anos. “A gente quer igualdade”, disse Gilberto. Para o namorado, não surpreende ouvir relatos de violência do tipo dentro do ambiente acadêmico. “É um reflexo da sociedade, se existe preconceito fora da universidade, vai existir dento também. Mas é lamentável”, falou.

Um grupo de estudantes do curso de publicidade levantou cartazes com a mensagem ‘#eu sou gay’. “Viemos trazer a mensagem de tolerância. Ao dizer ‘eu sou gay’ estamos assumindo o compromisso com a diversidade”, falou Jullie Utsch, de 18 anos.


Os integrantes do grupo não se definiram como homossexuais e disseram que a mensagem é de apoio. ”Não é para chocar é para responder de uma forma diferente, com afetividade, a atitudes de homofobia”, falou Marcos Antunes, de 17 anos.

A presença de um repórter drag queen causou alvoroço. “Vim cobrir e a animação acabou caindo na minha mão”, brincou Malonna, personagem do estudante André Silva, de 25 anos. Ele ex-aluno de artes visuais da universidade e faz parte da equipe de um programa independente. “É uma ação política, que tira da invisibilidade a relação homoafetiva”, falou Mallona ao definir o evento. A drag queen fez a contagem para o beijo.

Logo após o ato, a universidade informou por meio de uma assessora de imprensa ‘que é radicalmente contra a homofobia e que apoia o ato realizado no campus. Ainda segundo a assessora, que acompanhou o desfecho do ‘Beijaço Gay’, uma comissão dentro da universidade já ouviu um casal masculino, que denunciou ter sido vítima de agressão física durante uma calourada no campus. Sobre este caso de violência que incentivou a manifestação, a UFMG informou que procede com as apurações que devem ser concluídas num prazo de 30 dias, a contar da abertura da sindicância no dia 15 abril. O prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias.




Gay vítima de preconceito do chefe ganha indenização na justiça!

FONTE: R7

Um funcionário chamado de "viadinho" na frente dos colegas de trabalho conseguiu na Justiça provar o preconceito e foi indenizado em R$ 50 mil por danos morais.

O juiz José Saba Filho, da 73ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, obrigou a Sul América Cia Nacional de Seguros a indenizar o empregado por ter sido xingado pelo gerente da empresa, com palavras ofensivas e depreciativas por ser homossexual. Ainda cabe recurso na decisão.

- É evidente que os atos reiterados do gerente, no ambiente de trabalho, ridicularizando o subordinado, chamando-o pejorativamente de "viadinho", revelam discriminação, preconceito e desprezo em relação à pessoa do acionante e, assim, certamente afetaram a sua imagem, o íntimo, o moral, resultando em prejuízo moral que deve ser reparado.

De acordo testemunhas, o gerente chamava com frequência o subordinado de "viadinho" na frente de outros empregados.

Para o juiz, o poder do empregador não autoriza que seus gerentes usem o cargo superior para praticar assédio moral e usar tratamento contra as regras de boa conduta.

Segundo Saba Filho, é dever do empregador zelar por um ambiente de trabalho sadio e sem que a relação entre os funcionários rompa os limites legais.




Bem feito pra empresa, danos dessa natureza acabam com a pessoa, é muito entristecedor!

Censo 2010 - Mais de 60 mil pessoas declaram ter cônjuge do mesmo sexo

Por Rafael Lemos para o site da Revista Veja

A pergunta foi incluída pela primeira vez no questionário, e é um avanço na direção do reconhecimento das uniões homoafetivas. O maior número de casais está no Sudeste

O Censo 2010 trouxe à luz das estatísticas, pela primeira vez, os casais gays que dividem o mesmo teto no Brasil. Em todo o país, 60.002 pessoas declararam ter cônjuge do mesmo sexo. É pouco, mas é muito. Num país onde grassa o preconceito, certamente houve muita gente que não quis responder, o que torna o número pouco confiável. Mas a inclusão da pergunta no questionário de um órgão do governo mostra que finalmente as uniões homoafetivas tão presentes na realidade finalmente deixam de ser ignoradas pela estatística.

O levantamento inédito é fruto do novo pacote de perguntas inaugurado nesta edição da pesquisa. Os dois modelos de questionário aplicados pelos recenseadores trouxeram a seguinte pergunta: "Qual o grau de parentesco ou de convivência com o responsável pelo domicílio?". Entre as 20 opções de resposta, havia o item "cônjuge ou companheiro(a) do mesmo sexo".

O empresário e apresentador de TV Bruno Chateaubriand, que vive há quase 13 anos com o companheiro André Ramos, comemora o avanço do censo no reconhecimento dos casais homossexuais, mas também acredita que o resultado deve ter ficado bem abaixo dos números reais.

“Acho importante a iniciativa do IBGE, assim como a do Imposto de Renda ter passado a aceitar o cônjuge do mesmo sexo como dependente. Mas, como vivemos numa sociedade muito preconceituosa, acredito que muita gente não tenha respondido corretamente. Talvez haja uma abertura maior em São Paulo e no Rio, onde existem paradas gays enormes. Só na Avenida Paulista se reúnem mais de um milhão de pessoas. Já no Nordeste, por exemplo, ainda é uma questão complicada. O Brasil é um dos países em que mais se mata por homofobia”, pondera Chateaubriand.

Os números do IBGE confirmam. O Sudeste concentra mais da metade do total de cônjuges do mesmo sexo: 32.202 casais. Ficam na região os três estados que apresentaram o maior número de casais. São Paulo aparece em primeiro lugar, com 16.872 notificações. Em seguida, vem o Rio de Janeiro, com 10.170. Minas Gerais ficou em terceiro lugar, com 4.098 casais. Enquanto isso, em todo o Nordeste, apenas 12.196 pessoas informaram viver uma união homoafetiva.

Bruno Chateaubriand, que não recebeu a visita dos recenseadores, conta que um amigo, promoter de festas em Curitiba, passou por constrangimento ao responder a pergunta. Ao ouvi-lo se referir ao companheiro como “meu marido”, o entrevistador não teria segurado o riso.

“Me pergunto qual o preparo dos recenseadores para lidar com essas respostas. Como garantir que não vai haver aquele risinho depois da resposta? Eles foram treinados para isso?”, questiona Chateaubriand.

A expectativa das lideranças do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) é que o reconhecimento da existência de casais do mesmo sexo ajude a categoria a conquistar antigas reivindicações, como a união civil e todos os benefícios decorrentes dela.

"Já é um grande avanço o IBGE ter incluído esse item. É simbólico pelo fato de o estado brasileiro reconhecer pela primeira vez essas novas constituições familiares. Este pode ser um primeiro passo para o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, acredito que, devido à discriminação que existe, muitas pessoas não tenham se sentido confortáveis para responder corretamente a pergunta", avalia o ativista Márcio Marins, da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros).

Crítica: Série "Macho Man" abusa do humor para debochar do estilo de vida hétero


Por Marcelo Hailer para A Capa 

Estreou no dia 08 de abril, na TV Globo, a série "Macho Man", que antes de ir ao ar já causava polêmica por girar em torno de um gay que se torna hétero após levar uma sapatada na cabeça. Muita gente questionou se seria mais uma série para denegrir homossexuais. Mas não é bem assim.

Escrita por Fernanda Young e Alexandre Machado ("Os Normais"), a série retrata a vida de Nelson (Jorge Fernando), gay quarentão, fervido e que ganha a vida trabalhando como cabeleireiro. Sua melhor amiga é Valéria (Marisa Orth), uma ex-gorda que quer voltar a ter uma vida social. O primeiro capítulo tem início com dois grandes clichês: Nelson aparece dançando e interpretando a música "I'm too sexy", do extinto grupo Right Said Fred, que era formado por barbies e que fez sucesso nos início dos anos 90.

Após a cena, Nelson faz uma coreografia tresloucada, o que leva sua amiga a perguntar por que os gays gostam tanto de viver. Nelson responde, dizendo que os gays querem "se divertir", rebatendo a pergunta: "E vocês [héteros], o que querem?". Valéria diz que procura pelo "amor" e Nelson completa categórico: "É aí que está o erro: quer amor, compra um cachorro".

Este diálogo revela boa parte do tom que as conversas seguintes terão: todas construídas em cima de velhos estereótipos: gays são fervidos, não querem amor, e héteros são infelizes porque casam e buscam pelo amor... Uma dicotomia antiga e para lá de superada. Apesar disso, "Macho Man" garante alguns momentos de humor afiado - quase sempre politicamente incorreto.

Talvez seja necessário acompanhar a série através do inverossímel, pois a partir do momento em que Nelson sofre o acidente na boate, o que vem a seguir é uma completa imbecilização do estilo de vida heterossexual. Por exemplo, a cena em que Nelson se veste para ir a uma boate hétero. Nela, é travado um interessante embate entre a "vestimenta gay" versus a "vestimenta heterossexual". Quando o cabeleireiro consegue achar uma roupa adequada ao ambiente, o que vemos é uma cafonice sem tamanho. Os héteros são cafonas? Na sequência, acompanhamos a primeira imersão do personagem na boate. Nelson vai dançar com uma garota na pista e começa a soltar a franga, quando Valéria faz sinais de que ele não pode dançar daquele jeito. Quer dizer então que os héteros, além de cafonas, não sabem dançar?

Ainda não dá para saber qual será o caminho que a série vai trilhar, mas os autores partem da premissa de um ex-gay (ideia que Young e Machado já disseram considerar "absurda") para mostrar, a partir de um humor caricato, o quanto esses rituais e estilo de vida heterossexual são ridículos. Um preconceito às avessas? Talvez, até porque, para fazer esse deboche, os autores traçam um gay estereotipado: cabeleireiro, afeminado e fútil.

"Macho Man" revela também outra questão: o quão engessada está ficando a discussão da representação de identidades? A verdade é que, assim como não temos notícias de "ex-heterossexuais", também não temos notícias de "ex-gays". Sabemos, no entanto, que são paranoias construídas pela igreja, que se tornaram verdadeiras doenças modernas.

Enquanto o debate para além das identidades não for feito e levado adiante, ficaremos discutindo representações que não dizem mais respeito à realidade. Nesse sentido, "Macho Man" é apenas uma comédia besteirol com um ótimo roteiro.

Uma outra opinião:

Série Macho Man é um tiro no pé dos gays, acreditam leitores da Lado A

Nelson (Jorge Fernando) é um gay feliz e amigo de Valéria (Marisa Orth), uma ex gorda. Os dois se dão muito bem e são íntimos. O amigo cabeleireiro porém é vítima do destino e enquanto dança em uma boate gay é atingido na cabeça por um salto plataforma que voa depois que uma drag queen se pendura no globo de vidros da boate para não cair. Contundido, Nelson descobre que sente atração por mulheres de pois do acidente. Ele virou um ex-gay.

Este é o resumo do primeiro capítulo de Macho Man, série de humor escrita por Fernanda Young e Alexandre Machado, que estreou no último dia 8, na Rede Globo. Fernanda acredita que o programa vai estimular a quebra do preconceito, mas, segundo nossos leitores, ele promove o contrário. Perguntamos na semana passada no site: “Você acha que o humorístico Macho Man, que mostra um gay que virou hétero, ajuda ou atrapalha o respeito aos gays?”. 70% acreditam que o programa semanal atrapalha a busca por respeito. Mais da metade argumentaram que “Atrapalha pois viramos mais uma vez motivo de chacota”, enquanto (21%) outros acreditam que há pessoas que passarão a acreditar na existência de ex gays e (10%) ainda acreditam que o programa promove a violência contra os gays, já que alega que com uma pancada na cabeça pode ser feita uma reversão da orientação sexual.

Já 20% acreditam que a abordagem de Macho Man é positiva. 10% pois cria com o humor uma possibilidade de rimos das diferenças sem preconceito, outros 6% acreditam que é o programa é a favor pois mostra mais gays na TV, enquanto 4% acreditam que ironizar a existência de ex gays faz com que as pessoas não acreditem nessa idéia.

Já 10% responderam que a existência do programa não influencia no modo que a sociedade vê os homossexuais, pois “Não muda em nada o (des)respeito aos gays”.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Levante-se

O vídeo mostra um adolescente gay que após ser visto de mãos dadas com um colega de escola vira alvo de piadas para alguns alunos.




Quando estão todos reunidos, um dos garotos “zoa” com ele dizendo “Ninguém segurou sua mão hoje, não é?”






Um dos seus colegas de sala se levanta, vai até ele estende sua mão e diz: “Eu seguro sua mão!”






Os garotos riem da cena, mas todos os outros alunos começam a se dar as mãos e ficar em pé em apoio ao amigo, deixando-os sem graça.





Para terminar, os dois garotos do inicio do vídeo saem de mãos dadas da escola sendo cumprimentados normalmente por seus amigos enquanto o narrador diz:




“Não aceite o Bullying homofóbico.


Levante-se por seus amigos lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.”

         Vídeo sugerido pelo meu amigo @Brunindiel