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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Alemães espalham placas de protesto contra a ida do papa ao país
Placas foram flagradas na região de Neukoelln, em Berlim.
Papa visita a Alemanha a partir de quinta-feira (22).
Placas de protesto trazendo uma imagem do papa dentro de um círculo vermelho foram espalhadas por Neukoelln, em Berlim, na Alemanha. O papa Bento XVI inicia sua primeira visita oficial ao seu país deorigem na quinta-feira (22).
Placas colocam papa dentro de círculo vermelho (Foto: Johannes Eisele/France Presse )Visita
A primeira visita de Joseph Ratzinger à capital alemã é aguardada com gestos de protesto, desde uma manifestação contra seu discurso no parlamento (Bundestag) até a convocação de cerimônias paralelas por parte dos críticos do catolicismo.
A primeira visita de Joseph Ratzinger à capital alemã é aguardada com gestos de protesto, desde uma manifestação contra seu discurso no parlamento (Bundestag) até a convocação de cerimônias paralelas por parte dos críticos do catolicismo.
Em 20 de abril de 2005, o jornal "Bild" publicou uma capa com a frase "Wir sind Papst", ou "Nós somos o papa", mas a escolha de Ratzinger como sucessor de Karol Wojtyla não foi aceita por alguns, que prefeririam um representante da ala mais modernizadora.
"Milhões de católicos separados e casados de novo, assim como milhões de pessoas de outros grupos, esperam do papa uma mensagem libertadora", afirmou o presidente alemão, Christian Wulff, ao jornal "Die Zeit". Ele mesmo é católico praticante e casado pela segunda vez.
Wulff receberá Ratzinger na quinta-feira (22). Já o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, homossexual assumido, será anfitrião do papa na Prefeitura.
Wowereit expressou simpatia pelas manifestações e lamentou não poder participar por ser o anfitrião de Bento XVI. Vários deputados da oposição social-democrata, Partido Verde e A Esquerda boicotarão a sessão do parlamento para participar da manifestação.
São esperadas cerca de 15 mil pessoas na manifestação convocada por coletivos homossexuais e movimentos laicos.
Além disso, serão realizadas cerimônias religiosas paralelas por movimentos críticos como o 'Wir sind die Kirche' (Nós somos a Igreja). Uma paróquia evangélica anunciou a intenção de emprestar seu templo a dois párocos homossexuais católicos suspensos pelo Vaticano.
Em Berlim a população católica é minoria, apenas 9,3%, número pouco superior ao índice de 9% da população muçulmana e bem abaixo da média nacional de 30,18%. Desde os tempos da Reforma, a religião evangélica é a dominante.
Obama elogia fim das restrições militares aos gays
Por Will Dunham
WASHINGTON (Reuters) - O presidente Barack Obama elogiou o fim da política de banir gays de servir abertamente nas Forças Armadas dos Estados Unidos, dizendo que sua extinção oficial na terça-feira marcava um importante passo em direção a cumprir os ideais de fundação do país.
'Hoje a lei discriminatória conhecida como 'Não Pergunte, Não Conte' foi finalmente e formalmente repelida', disse Obama em um comunicado divulgado pela Casa Branca. 'A partir de hoje, americanos patriotas em uniforme não terão mais que mentir sobre quem são a fim de servir o país que amam.'
A revogação entrou em vigor na terça-feira, introduzindo uma nova era nas Forças Armadas dos Estados Unidos. A lei permitia que homens e mulheres gays servissem no exército apenas se mantivessem sua orientação sexual em segredo. Eles corriam o risco de serem expulsos se falassem abertamente sobre sua homossexualidade.
Em dezembro passado, Obama assinou uma legislação para repelir a política conhecida como 'Não Pergunte, Não Conte', que fora aprovada pelo Congresso e virou lei em 1993 sob a presidência de Bill Clinton.
'Nossas Forças Armadas têm sido tanto um espelho quanto um catalisador daquele progresso, e nossos soldados, incluindo gays e lésbicas, deram suas vidas para defender a liberdade e as liberdades que prezamos como americanos', disse Obama.
'Hoje todo americano pode se orgulhar porque tomamos outro grande passo rumo a manter nossas forças armadas as melhores do mundo e rumo a cumprir os ideais de fundação de nossa nação', acrescentou o presidente.
Sob a política 'Não Pergunte, Não Conte', mais de 14.500 pessoas foram expulsas das Forças Armadas desde 1993, segundo a Rede de Defesa Legal dos Membros em Serviço.
Durante anos, grupos de direitos dos gays denunciaram a lei e pediram o seu fim como um importante marco na luta contra a discriminação homossexual.
O Pentágono enviou um memorando destacando que o Departamento de Defesa já havia certificado que o fim da política não prejudicaria a prontidão militar, a coesão da unidade ou o recrutamento e retenção dos membros em serviço.
'A partir de hoje, declarações sobre a orientação sexual ou atos ilícitos de conduta homossexual não serão considerados um impedimento ao serviço militar' ou para a admissão das academias militares e outros programas, escreveu no memorando o subsecretário de Defesa para Pessoal e Preparação Clifforn Stanley.
'Todos os membros de serviço devem tratar uns aos outros com dignidade e respeito, independentemente da orientação sexual', escreveu Stanley, advertindo que 'o assédio ou abuso baseados em orientação sexual' não seriam tolerados nas forças armadas.
O Pentágono disse que recrutadores agora estão aceitando pedidos de alistamento de gays.
Soldado se assume gay no YouTube após fim do ‘Don’t Ask, Don’t Tell’
Gravação já alcançou mais de 1,5 milhão de acessos.
Randy Phillips, de 21 anos, gravou a ligação telefônica para seu pai.
Poucas horas antes do fim oficial da política “Don’t Ask, Don’t Tell”, a política que proibia gays assumidos de servirem nas Forças Armadas dos Estados Unidos, um soldado americano resolveu se assumir homossexual por meio de um vídeo no site YouTube. A gravação alcançou, até a manhã desta quarta-feira (21), mais de 1,5 milhão de acessos. As informações são da ABC.
Soldado se descrevia na web como “um militar no armário, usando as mídias sociais para criar coragem em se assumir para a família, namorada, amigos e colegas de trabalho” (Foto: Reprodução)Na filmagem postada na segunda-feira (19), Randy Phillips, de 21 anos, cujo nome de usuário é “AreYouSurprised”, ligou para seu pai para dizer o que o oficial afirmou como “a coisa mais difícil que os rapazes gays dirão em sua vida”.
“Você promete que vai me amar sempre, e ponto?”, Phillips pergunta ao pai, com a voz trêmula, antes de dizer: “Pai, eu sou gay. Eu sempre fui, e sempre soube”.
O vídeo, porém, não é o primeiro publicado por ele. O “soldado sem rosto”, atualmente servindo na Aeronáutica na Alemanha, ficou famoso na web a partir de abril, quando começou a relatar suas experiências em se assumir gay, enquanto servia no exterior.
Há seis meses, o soldado não revelaria sua identidade, mas com o fim do “Don’t Ask, Don’t Tell”, Phillips começou a contar muito mais, usando o poder da internet como ferramenta.
O soldado se descrevia no Twitter como “um militar no armário, usando as mídias sociais para criar coragem em se assumir para a família, namorada, amigos e colegas de trabalho”, e diz “estar cansado de esconder isso”.
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